domingo, 22 de março de 2026

VIAGEM FOZ - CURITIBA/VILA VELHA - SÃO PAULO

Havia tempo me cobrava ir a uma icônica cidade turística brasileira que nunca visitara: Foz do Iguaçu, ou simplesmente Foz.

Foz abriga 20% das belíssimas Cataratas do Iguaçu, um deslumbrante ponto turístico compartilhado com a Argentina. Pois bem, dia 21/02/2026 iniciou-se a viagem rumo a saldar esta dívida com o tradicionalíssimo cenário e aproveitar para adicionar outras coisas.

Saímos de Salvador em um voo LATAM no sábado 21 pela manhã, bem cedo, com escala em São Paulo e chegamos à Foz na tarde deste dia.

A LATAM é uma companhia aérea que cobra qualquer escolha que o passageiro queira fazer. Assentos só podem ser escolhidos mediante pagamento, caso contrário temos que aceitar os assentos “aleatoriamente selecionados” pela LATAM. Um aleatório muito estranho, pois nessa opção sempre terminamos no fundo do avião em uma poltrona do meio. Bom, mas como o país tem, praticamente, apenas 3 empresas, não há muito o que fazer senão pagar ou se apertar. O alardeado sistema automático de check in e despacho de bagagem simplesmente não funciona, sempre precisa, ainda bem, de um funcionário humano para concluir as tarefas que a empresa tenta desesperadamente jogar no colo dos passageiros.

Em Foz nos hospedamos no Hotel Bogari, bem no centro da cidade, limpo, confortável e com um excelente pessoal. Recomendamos muito. Nesse dia não havia programação andamos pela cidade, paramos em um restaurante para comer algo. Um pequeno restaurante árabe, nada impressionante, mas uma comida suficiente para matar a fome. Depois fomos para o hotel descansar, o dia seguinte iniciaria nossa maratona turística.

Nosso pacote de viagem, que não se limitou à Foz, também Vila Velha, Curitiba e São Paulo foi trabalho da BVR OPERADORA de Recife, uma empresa familiar, competente e precisa, que muito recomendo.

Para nos atender em Foz, a BVR contratou a operadora NEWMANN, que nos atendeu na pessoa do guia Sr José Molinus de Vargas, o Vargas.

Primeiro dia, 22/02/2026

O trabalho do Vargas foi impecável, no dia 22 de fevereiro, no horário combinado ele chegou ao hotel para nos levar ao primeiro ponto turístico: o Parque das Aves. Importante dizer que o seu trabalho começou antes disso, nos contatando por whatsapp a fim de acertar os horários de apanhas no hotel e detalhes dos passeios.

O Parque das Aves é um grande viveiro de imersão onde podemos observar mais de 100 espécies de aves, todas acolhidas como animais resgatados. Algumas conseguem ser devolvidas à natureza, outras não. A visita é maravilhosa, vale muito a pena.

No mesmo dia fomos ao Parque Nacional Cataratas do Iguaçu conhecer a visão, desde o território brasileiro, das Cataratas do Iguaçu. Ao contrário do que eu imaginava as cataratas não são a foz do rio Iguaçu, elas ficam uns 20 km antes do encontro dos rios onde fica o Marco das 3 Fronteiras. Nada que escutei sobre a beleza das Cataratas tem uma grama exagero, pelo contrário, me deslumbrei muito mais que imaginava. Fomos informados pelo Vargas que tivemos sorte com o volume de água, havia uma previsão para redução deste volume uns 2 dias para frente. Essa previsão pode parecer estranha, mas é isso mesmo, o volume de água que chega às cataratas não depende apenas da natureza, mas também da vontade da hidrelétrica de Itaipu. Pouca água não é bom, deixa as quedas pobres, água demais, por sua vez, também não é ideal, pois perde-se os detalhes das várias quedas, além do que alguns acessos ficam restritos.

Fizemos o imperdível passeio pelo rio com o Macuco Safari. Lindo e divertido, vá preparado para se molhar completamente.

O dia foi maravilhoso, chegamos ao hotel já no fim da tarde, onde o Vargas nos avisou que no dia seguinte sairíamos 1 hora antes do previsto. Isso é uma decisão acertada que depende da habilidade do guia. Abaixo explicarei. Ainda tivemos tempo de assistir o show no Marco das 3 Fronteiras, é um programa que vale a pena, o cenário é interessante, tem-se uma visão dos 3 países e do encontro dos rios. Terminamos a noite no movimentado Capitão Bar. Esperávamos escutar jazz, descobrimos que apenas às quartas-feiras tem jazz, fora isso é sertanejo. Pelo menos o sertanejo era razoável, era música e não apenas uma gritaria de 4 acordes,

Segundo dia, 23/02/2026.

Neste dia, o Vargas nos apanhou no hotel às 7h15, ele queria 7h00, negociamos 15 minutos a mais. Essa antecipação deve-se a 2 fatores: primeiro a burocracia na fronteira com a Argentina, segundo a necessidade de chegar cedo ao parque para conseguir acesso às várias plataformas para fotografia. Com o avançar da hora a multidão cresce exponencialmente e tudo fica muito difícil. O parque do lado argentino é muito grande, a circulação é feita por um pequeno trem que opera em estilo shuttle, as passarelas sobre o rio são muito longas. É importante apanhar um dos primeiros trens. Passa-se o dia inteiro para visitar o parque das cachoeiras no lado argentino

Graças a experiência do Vargas chegamos cedo, pegamos o segundo trem e tivemos espaço para tirar fotos confortavelmente.

Existe um debate sobre a visão mais bonita, Brasil ou Argentina. Não entre nessa! É um debate absolutamente vazio de conteúdo e propósito, os 2 lados são imperdíveis.

À noite jantamos no restaurante Le Mir Comida Árabe, indicado pelo Vargas, delicioso. Aqui cabe uma informação: Foz do Iguaçu tem a segunda maior colônia árabe do Brasi, a primeira é São Paulo. A cidade é cheia de restaurantes e cafeterias árabes. Na avenida Brasil onde fica o hotel tem umas 4 ou 5. A Sabor do Oriente fica bem em frente ao hotel, fomos lá algumas vezes comer doces e tomar chá.

Terceiro dia, 24/02/2026.

Na terça-feira fomos conhecer as Minas Wanda e as Ruínas de San Ignacio na Argentina. Esse passeio não foi organizado pela BV OPERADORA, ela apenas nos deu uma dica de uma empresa onde poderíamos comprar ingressos. Isso ocorreu pelo fato da sua parceira, NEWMANN, fazer este tour apenas na opção privado, que é muito caro. Depois que fizemos o passeio com o tour regular, entendemos a limitação imposta pela NEWMANN.

O ônibus passou no hotel às 7h00, depois de rodarmos por uma hora coletando outros passageiros, chegamos à fronteira com a argentina às 8h00, de onde só saímos às 9h00, para então iniciar a viagem de 250km até as ruínas com uma parada no caminho para conhecer as Minas Wanda. Por volta das 14h00 chegamos ao destino, fomos almoçar, para finalmente entrarmos no sítio histórico das ruínas.

As ruínas de San Ignacio são, sem qualquer sombra de dúvidas, interessantes. O guia nos deu uma excelente aula sobre a formação, operação e finalmente a destruição das missões jesuíticas, das quais San Ignacio é uma das mais conservadas, apesar de muito destruída. O problema é o tempo de deslocamento desde Foz, até San Ignacio, que somado a burocracia na fronteira Argentina torna o passeio terrivelmente cansativo. Retornamos ao hotel depois das 22h00, fomos na cafeteria em frente comer algo e voltamos para dormir. Por isso a NEWMANN só faz privado, dessa forma podemos chegar à fronteira mais cedo, e a burocracia para carro é bem menor que para ônibus. A partir de Foz, visitar San Ignacio só vale a pena se você for um apaixonado pelo tema.

Quarto dia 25/02/2026.

Não tínhamos programa agendado para a quinta feira e não queríamos entrar em um tour de compras, que é o que mais tem. O problema é que sai do hotel pela manhã e só retorna no fim da tarde. Não queríamos passar o dia todo de shopping em shopping. Nos informamos no hotel que para ir a Ciudad del Leste basta pegar um UBER até a Ponte Internacional, atravessá-la a pé e já está praticamente dentro de um shopping. Nos informamos com o Vargas sobre locais seguros para comprar, ele nos indicou lojas, assim como alguns cuidados necessários. O pessoal do hotel nos deu a mesma orientação. Fizemos isso, saímos do hotel sem pressa nem horário marcado, chegamos na ponte, atravessamos, compramos as poucas coisas que queríamos, e por volta das 14h00 já estávamos de volta. Fomos almoçar em um excelente restaurante japonês, o Sushi Hokkai.

À noite conhecemos a 277 Craft Beer Fábrica-bar. Deliciosas cervejas de fabricação própria em um ambiente agradabilíssimo.

Quinto dia 26/02/2026.

Foi quando deixamos Foz em um voo para Curitiba. Por volta das 15h30 estávamos instalados no Hotel Saint Emilion by Atlântica. Muito bem localizado, confortável, limpo e uma excelente equipe. Recomendamos.

Passeamos pelos arredores do hotel, almoçamos por perto e voltamos para descansar.

À noite fomos ao Dizzy Café Concerto. Um maravilhoso bar de Jazz, muito bonito, bem decorado, mesas muito bem colocadas em relação ao palco e uma perfeita iluminação. Nesta noite, por ser quinta feira, havia a apresentação de um grupo de salsa, formado por cubanos e brasileiros, El Merekumbé . O cantor veio falar conosco, nos disse ser filho de uma brasileira que fugiu para Cuba na época do golpe militar, foi recebida por Fidel Castro. O pai cubano é o pianista da banda. Só eu mesmo: achar um bar de esquerda em Curitiba, estava em casa. Noite maravilhosa.

Sexto dia 27/02/2026.

Alugamos um carro e fomos conhecer o Parque Vila Velha na cidade de Ponta Grossa. A viagem é super tranquila, pista dupla todo tempo e o GPS funciona perfeitamente levando o carro até o centro de visitantes do parque.

O parque tem ônibus circulando nas estradas internas, apenas eles são autorizados a isso, que saem do centro em horários regulares com paradas ao longo do percurso.

O Parque Vila Velha tem 2 circuitos, os arenitos e as furnas. Fomos primeiro para os arenitos que é, de longe, o mais interessante. O ônibus nos deixa em uma parada onde um funcionário explica as opções de trilha: metade ou completa. Metade vê-se as esculturas a inteira as esculturas e um bosque. Fizemos a trilha completa. É uma trilha perfeitamente organizada, inteiramente calçada e bem sinalizada.

Depois fizemos as furnas, que é interessante, mas bem menos que os arenitos. É bom para quem gosta de arborismo e tirolesa, não é o nosso caso.

Indo a Curitiba não deixe de visitar o Parque de Vila Velha.

À noite retornamos ao Dizzy, dessa vez assistimos um maravilhoso show de jazz com o pianista Bernardo Manita e banda. Indo a Curitiba não deixe de conhecer este bar.

Sétimo dia 28/06/2026

Aproveitamos para passear pelas ruas de Curitiba indo a pé até o Mercado Municipal de Curitiba. É um mercado onde se encontra de tudo, também tem área de alimentação, uma versão menor dos mercados de São Paulo e BH. Muito legal! Almoçamos por lá: peixe e carneiro. Na volta paramos na Confeitaria Holandesa atraídos pela beleza, pessoas na porta e pelo aroma. Tivemos que esperar uma mesa, mas valeu muito a pena saborear as deliciosas tarteletes de limão e morango.

À noite fomos na tradicional e movimentada Alameda Prudente de Moraes, era sábado e a rua estava literalmente uma festa. Escolhemos a Adega Prudente Cozinha e Bar. Comemos uma deliciosa burrata acompanhada de vinho.

Oitavo dia 01/03/2026

Partimos para São Paulo as 13h00 e em torno de 3 horas depois estávamos instalados no The Landmark Residence Flat, um hotel que já conhecemos e gostamos em todos os sentidos. Os quartos são na real pequenos apartamentos com sala quarto e uma minicozinha. Localização maravilhosa, quase esquina da Alameda Jaú com a rua Augusta.

Ir a são Paulo é praticamente fazer coisas que já conhecemos, gostamos e queremos repetir. No dia da chegada fomos almoçar no Maria Augusta RestoBar. Um ambiente muito agradável, comida deliciosa, bem perto do hotel. À noite fomos encontrar um amigo se salvador, que se mudou para lá, no Bar Queen

Nono dia 02/03/2026

O clima estava bom, sem chuva e temperatura amena. Fomos caminhando até a Liberdade e almoçamos em um típico restaurante japonês, coisa que sempre fazemos, adoramos comer Lamen.

À noite fomos à Asterix Cervejaria. Um bar que fica na Eugênio de Lima quase esquina com a Paulista, onde é servido um delicioso frango à passarinho e oferecido um cardápio com uma quantidade absurda de rótulos de cervejas e chopes artesanais e tradicionais.

Décimo dia 03/03/2026.

Pela manhã fomos ao MASP sempre vamos lá, porque sempre tem exposições temporárias novas. O MASP também tem novas coleções de longa duração na sua exposição Acervo em Transformação.

À noite fomos ao Blue Note - SP assistir a banda MusicMan Jazz no show "Tributo Jimmy Smith – Back At The Chicken Shack". Esse bar é imperdível, pessoal. Shows maravilhosos, drinks perfeitos, comida deliciosa, excelente serviço de pessoal em um ambiente bonito e aconchegante.

Décimo primeiro dia 04/03/2026

Na quarta feira pegamos um trem e fomos até Suzano conhecer o Templo Budista Jomyoji. Como a cidade é famosa pela imigração japonesa imaginamos encontrar algum restaurante japonês bem raiz, não encontramos, nem a IA achou. Voltamos para São Paulo e fomos almoçar no Bar Salve Jorge, que já conhecemos e gostamos muito. Um lugar com boa comida, bons drinks, bom atendimento e bem decorado. Almoçamos feijoada com caipirinha.

Á noite fomos ao Madeleine Jazz Bistrô. Esse não conhecíamos. A nossa ideia era voltar ao All of Jazz, mas estava em reforma. O que foi muito bom pois conhecemos um bar maravilhoso onde com certeza retornaremos.

Décimo segundo dia 05/03/2026

Pelo manhã fomos ao Ibirapuera conhecer um museu que nunca havíamos visitado, Museu Afro Brasil Emanoel Araujo. Recomendamos muitíssimo, um museu, grande, com um acervo muito rico.

À noite retornamos ao Bar Queen para um novo encontro com nosso amigo do domingo.

Décimo terceiro dia 06/03/2026.

Novamente caminhamos pela cidade, entramos no Mosteiro de São Bento e fomos até o Mercadão de São Paulo tomar chope e comer pastel.

Voltamos para o hotel e lá ficamos até o dia seguinte, alguma coisa não me fez bem e fiquei mal a noite toda, terrível.

Décimo quarto dia 07/03/2026

No sábado fomos almoçar em um restaurante que adoramos, Cantina do Piero. Meu amigo, quer comer uma comida italiana, em um ambiente italiano, uma massa divinamente italiana, até garçom com cara de italiano? Vá lá!

À noite começou a chover, então fomos em uma bar próximo do hotel, Savana Bar & Restaurante. A ideia era retornar ao Boteco Boa Praça na Alameda santos, um bar muito animado, sempre com boa música ao vivo diariamente. Mas estava fechado para um evento privado. Então atravessamos a rua e fomos no Savana. Pense outra coisa errada que deu certo. O Savana foi uma excelente descoberta, menor e mais calmo que o Boa Praça também com uma boa apresentação musical. Nessa noite fizemos uma nova amizade, uma senhora que mora em Portugal estava aqui a passeio, sozinha e hospedada no mesmo hotel, fomos todos para o Savana, uma ótima companhia.

Décimo quinto dia 08/03/2026

Domingo fomos almoçar com nossos sobrinhos no, sempre em nosso roteiro, Bar Brahma. Tarde maravilhosa, boa música, boa companhia, saudades sendo abraçadas. Uma coisa eu tenho que me corrigir com relação ao Bara Brahma: sempre fico na varanda. O bar tem mais 2 ambientes internos pelos quais apenas passo a caminho do toilette, corrigirei isso na próxima viagem.

À noite fomos jantar em restaurante já conhecido na rua Augusta o Athenas Restaurante. Comemos um prato listado no cardápio como mussaka. Estava bom, mas não era mussaka. Era uma carne moída com um pouco de beringela, temperada com canela, isso pode até parecer que sim, não compõe uma mussaka. Paciência.

No dia seguinte pegamos o voo para Salvador.

Fotos Foz do Igauçú

Fotos Curitiba/Vila Velha

Fotos São Paulo









 

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